É nesse horário que o silêncio impera, que os telefones não tocam, que os trabalhos não precisam ser interrompidos para estar presente numa reunião de emergência...

A questão não está no trabalho noturno, mas em fazer durante a noite o que poderia ser feito durante o dia. Segundo os médicos, não há grande problema em trocar a noite pelo dia, desde que verdadeiramente seja feita uma troca. De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), as doenças mais freqüentes em quem trabalha à noite são as de origem gastrintestinal (como azia, má digestão, úlceras gástricas, irritações do cólon e dificuldades em manter a regularidade intestinal), além das ligadas ao sistema cardiovascular. Já surgiram pesquisas que levantaram a hipótese que esse tipo de atividade desenvolve o câncer de mama e o colorretal nesses profissionais.
 
Mesmo assim, ainda existem profissionais que não acreditam na idéia de que trocar os horários seja prejudicial a saúde.“Não existem desvantagens, isso é lenda!  Até hoje eu não apresentei nenhum problema de saúde”, destacou Reiller.

Já Leonardo passou por dias complicados, e acredita que uma das principais desvantagens em trocar o dia pela noite é o cansaço do trabalho durante o dia seguinte e a sonolência. “Apesar de saber dos malefícios, existe realmente a necessidade de fazer a mudança, pois na minha profissão muitos projetos são agendados com data de entrega 'pra ontem' e não há um tempo de entrega que te dê espaço para trabalhar a longo prazo”, destaca. Haja café, não é mesmo?





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