A área de TI deve adotar práticas específicas a sua operação, tais quais as expostas acima, e não genéricas a toda a empresa se quiser obter retorno do investimento em qualidade. Qualidade não é “estar em conformidade”!

Qualidade é TI entregar produtos e serviços dentro do prazo, a custos justificáveis e dentro das expectativas da empresa e dos clientes externos. Nesse contexto, a qualidade deve ser intrínseca em cada departamento e não restrito à orientação de uma única área e auditores líderes que definem o que é qualidade baseado em um relatório de conformidades e não-conformidades. Para que os auditores não reclamem que não são mais necessários, minha proposta é que TI desenhe, implemente, treine sua equipe e gerencie os procedimentos internos de TI, assim como cada área de negócio também deve fazer o seu dever de casa internamente.

A área de qualidade como ela é hoje, desaparecerá, e dará lugar a uma área de auditoria que consolidará todos os manuais de qualidade dos departamentos da empresa, e verificará, através de auditorias periódicas (e não somente próximo à época de re-certificação) se os procedimentos descritos nas políticas de qualidade da empresa foram seguidos, fornecendo relatórios à gerência e diretoria e feedbacks aos respectivos departamentos para discussão interna e propostas de melhorias. Para que isso funcione, é necessário que os “auditores líderes” conheçam mais o negócio e que os profissionais internos dos departamentos também estejam comprometidos com a qualidade do processo.

Como dizia Aristóteles:  “A excelência não é um feito, e sim um hábito.” 






 
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