Políticas de Governança em TI
Com Renato Jesus
Renato Jesus, professor de Controle de Governança de TI do Infnet, concedeu uma entrevista para a equipe do InfnetNEWS. Com larga experiência na área de Desenvolvimento de Sistemas de empresas como a Nacional Informática, Estaleiro Mauá e BBM Informática, a conversa não poderia ter sido mais produtiva.
Os temas foram variados, mas todos interessantes para aqueles que desejam investir ou entender melhor governança da TI. No bate-papo, Renato falou sobre pontos pertinentes que apresentou no I Fórum de Governança e Melhores Práticas da TI no Setor de Óleo e Gás. Também descreveu o mercado brasileiro nas práticas de políticas de governança e tocou em assuntos da atualidade, como o pré-sal e a crise do mercado financeiro. Confira:
Em sua palestra no I Fórum de Governança e Melhores Práticas de TI no Setor de Óleo e Gás, o senhor disse que não basta apenas as empresas “investirem em TI”, mas sim “investirem em mudanças habilitadas em TI”.
É preciso entender que a TI é necessária, mas não suficiente, para gerar valor para a organização. Os ativos, serviços e soluções entregues pelo setor de TI precisam ser agregados a mudanças em processos e no próprio negócio, novos perfis e competências, que, em conjunto, criarão valor para a organização. Daí a afirmação de que você deve investir em mudanças habilitadas por TI.
Segundo o senhor, podemos definir “governança” como o processo contínuo de orientação e ajuste. Como avalia a aplicação dele nas empresas brasileiras?
A adoção de mecanismos de governança está crescendo gradativa e continuamente no Brasil, por diversas razões:
- Efeitos da globalização, num momento em que o mercado aceita pagar mais por ações de empresas que adotem os princípios da Governança Corporativa, tal qual ocorre no “Novo Mercado” criado pela Bovespa.
- Processos regulatórios, como Basiléia e Sabanes-Oxley, que levam as empresas a adotarem melhores práticas de governança para assegurar a conformidade aos regulamentos.
- Evolução das melhores práticas internacionais e adoção destas pelos profissionais da área de TI, resultando em processos mais estruturados e mais alinhados ao negócio.
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