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Mira Murati: a mente por trás do ChatGPT

O ChatGPT está sendo um dos assuntos mais comentados nos últimos meses, com discussões sobre suas possíveis interferências no mundo acadêmico e profissional, pouco se fala sobre quem foi o criador da ferramenta ou, nesse caso, a criadora.

Mira Murati, CTO da OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, é quem está por trás do projeto. Aos 35 anos, Murati lidera alguns dos mais entusiasmantes projetos de inteligência artificial do momento. Formada em engenharia na Universidade de Dartmouth, iniciou sua carreira na Leap Motion, uma empresa de hardware de computador que procura substituir os mouses e teclados por sensores que analisam os nossos movimentos de mãos.

Após algum tempo mudou para a Tesla onde era responsável pelo desenho, desenvolvimento e lançamento de vários modelos, incluindo a colaboração no projeto aeroespacial. Hoje, Mira é a responsável por todo o desenvolvimento tecnológico da OpenAI.

Antes do lançamento do ChatGPT, a empresa lançou o Dall-E, um programa de inteligência artificial que cria imagens a partir de descrições de texto. As aparentes inúmeras possibilidades do software lançado no início de 2021 foram ganhando tração nos últimos meses e demonstraram o potencial das novas ferramentas.

O Dall-E cria imagens originais nunca antes vistas. Desde o início dos tempos que nós criamos imagens. Simplesmente pegamos num enorme número destas imagens e introduzimo-las no sistema de IA. O Dall-E aprendeu as relações entre a descrição da imagem e a própria imagem, reconheceu os padrões e, eventualmente, começou a gerar imagens originais e não apenas cópias daquilo que via”, explicou Murati no programa The Daily Show.

Image by iuriimotov on Freepik
Image by iuriimotov on Freepik

A partir do lançamento do Dall-E foi iniciada a corrida dos softwares de IA que cria imagens altamente complexas e originais a partir de palavras ou de descrições. Com essa corrida também surgiram algumas preocupações éticas, principalmente em relação a produção artística.

“A tecnologia que estamos a construir tem um efeito enorme na sociedade, mas a sociedade pode e deve ajudar a moldá-la. Vemos esta tecnologia como uma ferramenta, uma extensão da nossa criatividade, da nossa capacidade de escrita. É uma ferramenta”, explicou em outubro no “The Daily Show”.

E então, três meses depois, a OpenAI e Murati aparecem novamente no centro de outro fenômeno de popularidade. A capacidade do ChatGPT em alimentar diálogos altamente realistas revelou o seu enorme potencial. Na Google, o chatbot é visto como uma séria ameaça ao monopólio da empresa na pesquisa por informação na Internet.

“Estou curiosa para perceber quais as áreas em que irá começar a ser verdadeiramente útil para as pessoas, ao invés de ser apenas uma coisa nova, de ser a mais recente novidade”, disse Murati em entrevista à “TIME”.

Como sua versão atual só possui conhecimento do que ocorreu no mundo até o ano de 2021, o ChatGPT tem suas limitações, porém, ainda existem preocupações relacionadas ao seu mau uso.

“O ChatGPT é um modelo conversacional — uma gigante rede neural treinada para tentar adivinhar a próxima palavra — e os desafios que enfrenta são semelhantes aos que vemos nos outros modelos de linguagem: pode inventar fatos.”

A ferramenta utiliza essa estratégia para poder manter a conversa “viva” e, por muitas vezes, pode ser difícil perceber que a IA está mentindo ou inventando o que está sendo escrito no chat.

Murati reconhece que toda a tecnologia, quando disponibilizada de forma tão livre, pode ter “uma vertente positiva e uma negativa” e se mostra preocupada com os perigos da inteligência artificial.

ChatGPT

“A tecnologia nos molda e nós moldamos a tecnologia. Há muitos problemas complicados para resolver. Como conseguimos que o modelo faça o que nós queremos? Como nos certificamos que está alinhado com a intenção de o colocarmos ao serviço da humanidade? É preciso dar voz a filósofos, cientistas sociais, artistas, pessoas das humanidades.”

A criadora do ChatGPT também admite que a tecnologia “pode ser usada por pessoas más” e que “não é cedo” para começar a chamar os governos e os legisladores para começarem a regular o funcionamento e o possível impacto destas criações. “É importante que todas se envolvam no processo, dado o impacto que estas tecnologias têm.”

E aí, você concorda com o posicionamento da criadora do ChatGPT?

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